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Jayme Fernandes de Souza
Minha vida sempre foi como a maioria dos brasileiros, levantava por volta das 08h, ia para o meu trabalho, ficava sentado 8 horas por dia, saia as 18h, voltava pra casa tomava um banho jantava e ia ver televisão, até que o sono me pegasse e a rotina ocorresse no dia seguinte, como no outro e o que vinha ocorrendo há cerca de 27 anos atrás.
Em 2004 resolvi sair desse meu trabalho e seguir somente com a minha empresa que abri em 1999, mas a rotina continuava a mesma. Até que um dia qualquer acordei com uma dor estranha que parecia que era no peito ou nas costas, fiquei preocupado porque achei que estava enfartando, fui para um pronto socorro e no final descobri que a dor não era um enfarte e sim uma dor na coluna em razão dos meus 90kg e os meus 1,71 de altura, ou seja, obeso.
A partir daí parei para pensar que a minha vida poderia ser interrompida por causa dessa minha vida sedentária que eu levava, mas ao mesmo tempo eu achava que já estava muito velho para iniciar alguma atividade física. Nessa indecisão, resolvi optar contra o meu preconceito, ou seja, iniciei em 2004, um regime para perda de peso com orientação de um cardiologista e de outros especialistas para acompanhamento geral de minha saúde.
Fui perdendo peso e no final de 2005 estava 10kg a menos e com os exames de sangue com seus valores mais coerentes. Resolvi parar de fumar e em 13 de março 2006 deixei o cigarro, mesmo não acreditando que conseguiria. Depois de dois meses dessa data, me matriculei em uma academia para fazer musculação e aeróbica.
No final de 2007, já com 75Kg, sem fumar, e com os resultados dos exames na sua normalidade, resolvi tentar fazer nas ruas aquilo que mais gostava dentro da academia: correr. Comecei a me inscrever nas corridas de rua.
Hoje, somente em 2008 já participei de 9 provas, e o mais importante foi provar pra mim mesmo que aquele meu preconceito de me achar velho não tinha fundamento, o importante mesmo, é estar como estou hoje, com muita saúde, com uma qualidade de vida que jamais eu imaginava que seria possível ter e com 51 anos de vida. Portanto, posso dizer sem errar: "Não importa a idade o correto é dar o primeiro passo em qualquer idade".
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